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Diabetes e a saúde da visão

Oftalmologista Humberto Borges

Oftalmologista Humberto Borges

Muita gente não sabe, mas retinopatia diabética é uma doença que afeta a retina, região do olho responsável por formar imagens e enviá-las ao cérebro. 40 por cento dos pacientes de diabetes podem desenvolver a retinopatia. Quando o diabetes não está controlado, a hiperglicemia pode afetar os pequenos vasos da retina. E se não for diagnosticada precocemente, a retinopatia diabética pode causar a cegueira irreversível. Visitas regulares ao oftalmologista e cuidados com a saúde da visão podem contribuir para o diagnóstico rápido.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca de 146 milhões de pessoas no mundo têm algum grau de retinopatia diabética. O diabetes é uma das principais causas de cegueira em pessoas em idade produtiva, entre 20 aos 60 anos de idade. Estima-se que no Brasil de quase 30 milhões de pessoas com algum tipo de perda de visão,  1,8 milhão são cegos.
Os pacientes quando chegam em nossos consultórios são alertados sobre como a doença se desenvolve: a membrana que cobre o fundo do olho  e é a parte mais sensível ,  responsável por traduzir as imagens em impulsos elétricos e levar para o cérebro para que  formemos a visão.
 Existem alterações na córnea, que é a parte transparente do olho, também relacionadas ao diabetes; alterações ligadas à catarata; e, inclusive, mudanças de grau de óculos vinculadas à flutuação glicêmica (açúcar no sangue). Mas a retinopatia é a que mais gera preocupação porque é a causa que mais pode levar à cegueira, a perda irreversível da visão na fase tardia. Se ela for detectada e tratada precocemente, não necessariamente leva a essa perda visual, porém com o passar do tempo, se o controle for inadequada ou houver falta de atenção adequada à retina, a doença vai se instalando progressivamente, de maneira mais grave, até chegar a um ponto em que o dano é irreversível. A pessoa perde a visão.
Por isso, é tão importante o acompanhamento médico. Exame precoce, na fase silenciosa da doença, pode ser que já sejam detectadas alterações no fundo de olho que indiquem necessidade de tratamento. Nessa fase, ele pode reverter ou estacionar a doença, Fique de olho!

Waldemar

Waldemar Rego é jornalista formado pela Faculdade Araguaia com diploma reconhecido pela Universidade Federal de Goiás UFG com extensão na área de mídia e política no cinema, fotografia jornalística e publicitária, diversidade cultural da mulher na comunicação, comunicação em tempos de mídias sociais, identidade visual em peças publicitárias e no jornalismo. Waldemar Rego também é artista plástico escritor poeta com vários livros a serem publicados.

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