Esportes

Marina Sidney um fenômeno do beach tênis

Adolescente desponta como promessa do beach tênis em Goiás e pode se tornar lenda do esporte no Brasil

A medir pelas inúmeras conquistas até agora, Marina Sidney, uma adolescentes de apenas 12 anos tem sido destaque nos circuitos regionais como favorita em todos os torneios que tem disputado.

Ao acumular vitórias em quantidade que chega a assustar e conseguindo um cem número de troféus e medalhas em torneios regionais e nacionais que tem disputado; são mais de 400 jogos, ela vem adquirindo prestígio ao demonstrar um altíssimo rendimento.

Com esse desempenho impressionante, ela dificilmente fica fora dos pódios nos torneios que disputa. Os troféus e medalhas de suas conquistas é uma prova incontestável de seu talento precoce e, a medir pelo que já fez nas quadras, Marina Sidney deverá ir bem mais longe. São esses fatores que fazem com que especialistas no esporte possam acreditar que sua performance a levará longe na modalidade.

Ela começou a competir com 9 anos em torneios na cidade de Anápolis-GO e depois, quando começou a competir fora, viu que levava jeito. “Tenho muitos títulos na minha carreira, mas os últimos dois anos considero que foi quando as coisas começaram a acontecer”.

Em 2025 ela obteve três vice-campeonatos nacionais pela CBT infantojuvenil na categoria sub 12. Nessa categoria terminou o ano em 7º do Brasil pelo ranking da CBT e também terminou o ano de 2025 como 2ª atleta goiana sub-12 no ranking da Federação Goiana de Tênis (FGT)”, relata a jovem atleta. Já em 2026 pela FGT ela está em primeiro lugar da sub 14

Sua expectativa no beach tênis é tornar a paixão em profissão uma vez que evolui  sempre e a cada treino. “Cada torneio é um passo a mais em direção a esse sonho, o beach tênis não é apenas um esporte pra mim, é um projeto de vida, competir em alto nível e me tornar atleta profissional é o que busco em cada torneio que participo” relata.

 Marina é consciente de que a carreira no beach tenis não é fácil, conciliar os estudos, viagens, treinos. Os custos envolvidos não são tarefas fáceis pois além da preparação física e técnica, a atleta precisa de investimentos em equipamento, inscrições, hospedagem. “O custo para competir e viver do esporte no Brasil não é fácil, falta muito incentivo – patrocínios”, alega.

No momento atual ela conta com vários parceiros. A marca Fobel que a apoia nos materiais, raquete, uniformes. Ela tem a BSA que faz o marketing do meu instagram, a Drª Lumila Lima fisioterapeuta, o estúdio de pilates Le Classic, o Fabio Jr (Fabão) faz o tratamento de suas raquetes e a Academia New Fit é onde treina musculação, já a Puro Nutrition fornece suplementos para seu desempenho. “Apesar desses patrocínios ainda busco uma maior sustentação financeira para locomoção e disputar os campeonatos.”  

TREINOS

Hoje ela treina em Anápolis na BT Family com seus treinadores Duda Leyser e Gabriel Faria, já em Goiânia na Tucan Beach Tênis com o Tulio Pimenta mantendo uma rotina de treino em quadra quatro vezes por semana.

Ela informa que joga pela FGT com o objetivo de representar Goiás no sub-14 na Copa das Federações, que é o maior evento de beach tênis do Brasil. O torneio conta com a participação de praticamente todos os estados do Brasil que esse ano vai ser em Vitoria no ES.

Nesse ano, em 2026, participará de apenas algumas etapas nacionais por ser meu primeiro ano de sub 14. Mas ano que vem pretende rodar todas etapas, posto que será meu segundo ano de sub 14. “Meu foco esse ano é representar Goiás e terminar o ano no topo do ranking goiano”.

Como a vida de atleta iniciante não é nada fácil, ela depende financeiramente dos pais para conseguir viajar e jogar, “como já dito, tenho vários apoiadores porém financeiramente ainda não tenho nenhum patrocínio financeiro além dos suporte técnico que já citei”, informa a jovem atleta.  

OLIMPÍADAS

O beach tênis ainda não é um esporte olímpico mas ela vê que com o crescimento do esporte, tem esperanças dele se tornar olímpico, e “com certeza é um grande sonho meu representar o Brasil um dia nas olimpíadas”, conclui.

Waldemar Rego – Jornalista

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo