A CASA VAI CAIR

De Gilsão “Meu Povo” para “inimigo do Povo”
ARTIGO
A insatisfação generalizada entre os vereadores contra o atual presidente da Câmara, Gilsão Meu Povo (MDB) começa a ruir as expectativas que este amealhou entorno de si para se eleger presidente.
Seu alheamento junto às necessidades dos parlamentares já está extrapolando a paciência de alguns, senão de todos. Não obstante sua moral esteja em baixa, é logico e até presumível que sempre haverá alguém, ou algum vereador que esteja peando a vaca para que o leite financeiro da Câmara seja ordenhado e é isso que esse artigo se propõem a revelar para a sociedade aparecidense – há suspeitas e, graves suspeitas de que o leite financeiro da Câmara esteja sendo “mal versado” pra não dizer outra coisa.
Não se quer dizer aqui que ele esteja roubando a Casa de Leis de Aparecida, de “jeito nenhum, imagina” mas que suas ações são pra lá de suspeitas, ah isso lá é verdade, como por exemplo a quantidade de dispensa de licitação com valores muito acima do que é permitido por lei.
Por conta de inúmeras questões, o nome do presidente já começa a ser rifado entre seus pares através das fofocas nos bastidores. Diz a boca miúda pelos corredores de que ele é presidente de primeira e única vez; ninguém está satisfeito, exceto as peças que ele colocou no tabuleiro do xadrez político da Casa para jogar segundo seus interesses.
Promessas feitas à vereadores para ser conduzido à presidência da Casa também foram esquecidas. Um vereador que pediu para não ser identificado revelou a esse jornalista que o que foi acordado não foi e não está sendo cumprido e que o presidente foge dos compromissos assumidos para se tornar presidente porque como presidente, está amarrado ao prefeito Leandro Vilela (MDB) esquecendo sua função mais soberana que seria comandar a fiscalização do poder Executivo, mas como se vê em todas as seções, ele afirma ser parceiro do prefeito.
Em conversa reservada esse vereador disse que foram acertados novos celulares, carro, motorista, verba indenizatória, cargos para assessoria na Câmara. A criação de diretorias para além do necessário – antes eram 6 e foram criadas mais cinco totalizando 11 – criadas para agasalhar indicações dos amigos do poder Executivo. Além do desgaste com os vereadores, muitos da base eleitoral de Gilsão foram deixados de lado. Foram feitos compromissos políticos que não foram saldados e com isso o presidente arranjou inimigos viscerais em quase todos os seguimentos.
De lideranças de bairros, passando pelo Executivo, Legislativo e agora o Judiciário – posto que o Ministério Público (MP) está de posse de denúncias anônimas sobre contratos feitos pelo atual presidente com base na dispensa de licitação – todos estão com a fatura na mão para ser cobrada; salvo àqueles são protegidos pelo prefeito ou secretários que, por alguma razão desconhecida, foram contemplados com cargos ainda que tenham trabalhado para a oposição durante as eleições passadas, estes sim, estão abrigados na Casa de Leis.
Assusta também uma carta de adesão (modalidade de aquisição sem licitação) com valor de $ 431.660.00 (quatrocentos e trinta e um mil reais e sessenta e seis centavos) na aquisição de armários de aço para arquivar documentos junto a empresa AURA COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA de Palmas TO. O processo foi feito por meio de carta de adesão (sistema de compras sem licitação) O estranho dessa compra é que todos esses supostos arquivos poderiam e podem ser digitalizados e caberiam num único CD, então o gasto além de absurdo é desnecessário.
Segundo fontes ligadas a esse jornalista as denúncias contra o presidente Gilsão meu Povo estão sob análise do MP. A conversa de bastidores é que: se comprovado e acatado pelo MP, haverá material para impeachment e até cassação de mandato.
É aquela velha estória, não se promete a alma para o diabo porque ele sempre volta para cobrar.
Waldemar Rego – Jornalista