Drone – o aviso foi dado

Posted On 21 nov 2017
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Criatividade não falta aos brasileiros, o que falta é coragem de escolher melhor seus dirigentes.

Criatividade não falta aos brasileiros, o que falta é coragem de escolher melhor seus dirigentes.

No dia 12 de novembro, à noite, um drone assustou quem pretendia pegar um voo no aeroporto de Congonhas – SP. Até aí tudo bem, mas capturado o “bichinho” o proprietário dele seria facilmente identificado pelo número de série que possivelmente estaria gravado no aparelho e a imprensa já teria noticiado, o quê, quem, quando, onde, como e por que aquela porcaria tecnológica estaria sobrevoando um dos maiores aeroportos da America Latina, e o que é pior, à noite.

Mas passado os primeiros momentos de terror causado pelo drone, resta de tudo uma análise conspiratória de quem assiste a muitos filmes de agente secreto do tipo enlatado americano e muitas séries na Netflix – um tipo de alimentos espiritual que nos nutre à fantasia de acabar com tudo com uma bomba. Mas tal fantasia esbarra na nossa incapacidade de reação contra o “sistema de coisas”. Como disse Gabriel Pensador: “eu não vou matar literalmente o presidente, mas se todos os corruptos morressem de repente…”. Aqui entra o problema do drone.

Vai que alguém que assista às séries na Netflix resolva colocar 10 kg de C-4 ou uma penca de bananas na barriga daquele inseto parecido com o que sobrevoou Congonhas e joga em cima do Congresso, do Supremo ou do Jaburu, ainda mais agora, que estão roubando muitas bananas no Brasil. Entendeu ou quer que desenhe? – As bananas!

No abafa o caso, com certeza o extinto Serviço Nacional de Informação (SNI- Abin) a Polícia Federal (PF) e demais corruptelas investigativas, já devem estar atuando. Mas o mistério continua e ninguém falou mais nada. Então vamos conspirar contra o “sistema de coisas”.

Esse sistema de coisas que vêm acontecendo ultimamente no Brasil nos dá uma vontade danada de jogar uma bomba no meio da sala desses canalhas e sair correndo só pra ver no iria dar. Talvez em nada, mas talvez em tudo. Quando criança nossas inclinações maldosas nos levava a riscar um traque e jogar na sala de nossos desafetos e sair correndo. Isso tudo à noite, igual à noite do dia 12.

Nesse tempo o que passava na tela da Globo era “Irmãos Coragem” e não essa baboseira ideológica que entorpece a mente do brasileiro e o deixa alienado com relação à política, poder e a luta de classes. Entendeu ou quer que desenhe a banana?

Waldemar Rêgo – jornalista

waldemarregojr@gmail.com

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